sábado, 22 de dezembro de 2007

Instalam-se em mim milhares de volts e eu sou a um só tempo de raios e veludos, algo no entorno do profundo, algo do indizível em língua de gente. Meu cio se completa e eu me acho repleta e premente de ardores e instantes, povoada de imprecisão e voragem, numa ânsia que não admite latência, numa dor que é loucura e sofreguidão. Imprimo meus dedos contra a carne e subjugo minhas mãos, guardo meu tato para o contato com teu corpo, para o embate sobre teu peso. Refaço plano, aperto passo, revejo estratégia, descarto trégua. Logo serei entrega e serás multidão.

4 comentários:

Rui Carlo disse...

Sei de tua alta-voltagem
e tua flata de palavras.
mas que não te tornas silente
mesmo quado calada,
porque teus olhos dizem
tua pele transpira sons
tua língua muda destila mel-fel
fel-mel
Sei que és ardente e insaciável,
como tigresa no cio
no cio que evitas conter
Sinto-te próxima de mim
nos momentos de solidão
não menos sensuais e libidinosos
que quando acompanhada
evitando pensar
pois o pensar traz angústia
a angústia da espera
que possibilita as inseguranças
e os medos
que mesmo assim
não nos fará baixar a guarda
nem erguê-la
mas afrontar a guerra
abrir a ferida que não sangra mais
e num abraço incontido
sermos um

Caloã Novellino disse...

Ei lucy, te contar um segredo, eu leio teu blog, mas juro que tem uns posts que não entendo nada!!

O que vc acha de colocar tipo assim, uma tradução em português claro? Sabe aquele português bem escrivinhado e tals, com as palavras comumente usadas?
hehehehe

Bjins.

wander disse...

Ufa! Diz-se do desejo contido em explosão,é por onde passo e sempre não me encontro.Também bebo desse veneno e sempre torno a repeti-lo,e um dia talvez nos encontramos
Que seja breve.

Bird disse...

Pois eu adorei, continue assim.

(quando der me visita)