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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Devaneio

Rogo a mim mesmo que não se submeta ao devaneio do qualquer.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tentação

É como um poço sem fundo. Voltamos a sentir o apelo do nada, a tentação de cair, de nos rejuntarmos a uma obscuridade que nos convoca. Italo Calvino

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Posso

Posso resistir a tudo, menos à tentação.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Muitos

Muitos amaram teus momentos de alegre graça, e tua beleza,com falso ou vero amor, Mas um homem amou a alma peregrina em ti, E a mágoas de teu rosto sempre a mudar. William Butler Yeats

quarta-feira, 13 de abril de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Noite de Pompéia

Devaneios me tomam por completa.
Desejo insano, cravado e consagrado.
Voluptosamente em chamas
Me perco.
Devassa.
Devoro.
E me entorpeço.

sábado, 12 de março de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

" Nem sabia
nem queria mais existir,
mas tinha ali, bem a sua frente
todo seu desejo de sonhar, amar...
Enquanto andava por ai
ela, morria de amor.
Agora, bem a sua frente
tudo que desejou e,
de tanto sonhar,
fez existir...
e amou!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Noite Perfeita


Pouca luz,nós dois,e a lua.
Como descrever uma noite perfeita?
Nossos corpos em ebulição dançam em ritmo quente.
Arrepios.
Meu corpo te provoca. O seu me domina.
Magia,sedução,sussurros...
Roubo-te beijos, sinto teu hálito quente e embriago-me em desejos.
Minhas mãos, em teu corpo escorregam...
e logo me entrego, com malícia, às delícias que esse amor me traz.

sábado, 18 de outubro de 2008

Tenho estado


calada...


vem... arrepia me

terça-feira, 16 de setembro de 2008

domingo, 7 de setembro de 2008

Fim de noite

Chegamos a casa já era tarde... Ainda cantávamos pedaçõs das músicas que ouvimos pela noite fora... As nossas gargalhadas misturavam-se no meio da nossa cantoria... - Shhhh ... Não acordes os vizinhos. - dizias-me entre risos e ao mesmo tempo que metias a chave na fechadura. Abriste a porta, entramos e agarrei-me ao teu pescoço beijando-te a face... Fechaste a porta e agarraste-me, empurrando-me contra a parede, mas tropeçamos um no outro e caímos no chão da entrada. - Estás bem? - perguntaste-me enquanto me afagavas a cabeça. Respondi-te com um beijo longo na boca e terminando por morder-te o lábio... As tuas mãos percorreram o meu corpo e demoraram-se nas minhas pernas... O teu corpo roçava-se no meu e a tua boca mordia incessantemente o meu pescoço enquanto tentava abrir caminho pelo meu decote... Subiste um pouco o meu vestido... O suficiente.
E em poucos segundos senti-te. Os risos deram lugar aos gemidos... As minhas mãos cravaram-se nas tuas costas... Os teus movimentos eram rápidos, brutos, secos... Repletos de desejo e impaciência... Mordi-te a orelha... Agarraste-me nos pulsos e colocaste-me os braços um pouco acima da minha cabeça... Deixaste-me indefesa e isso agradava-me... Mordeste-me o queixo e passaste a ponta da língua pelo meu pescoço até chegares ao meu peito... Mesmo por cima do tecido mordeste-me os bicos e brincaste com os meus seios... Deixaste-me ainda mais excitada... Os meus gemidos eram cada vez mais intensos, assim como os teus movimentos... O orgasmo chegou quase ao mesmo tempo que o teu... Senti-o dentro de mim... Quente... Agradável... A impaciência e o desejo haviam sido saciados e um silêncio abateu-se sobre nós... As tuas mãos soltaram os meus pulsos... O teu corpo deixou-se ficar sobre o meu... E a tua cabeça apoiou-se no meu peito... Adormecemos ali mesmo no chão frio, mas reconfortados pelo calor um do outro...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Olhei o momento... Olhei-o, sem pressa! Apreciei-lhe a serenidade, a paz. Sentia o vento forte fazer meu vestido esvoaçar mas eu não vacilei. Continuei e namorei o momento. Ele se me entregou: era cor, melodia, era odor era harmonia... Nada no horizonte! Apenas o escuro, eu e o momento... apenas, nos amando!...
E nos amamos como loucos

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Confesso a culpa é minha
e adoro isso...

Cor - respondência

Remeta-me os dedos em vez de cartas de amor que nunca escreves que nunca recebo. Passeiam em mim estas noites que parecem repetir o amor bem feito que você tinha mania de fazer comigo. Não sei amigo se era o seu jeito ou de propósito mas era bom, sempre bom e assanhava as noites. Refaça o verso que mantinha sempre tesa a minha rima firme confirme o ardor dessas jorradas de versos que nos bolinaram os dois a dois. Pense em mim e me visite no correio de pombos onde a gente se confunde Repito: Se meta na minha vida outra vez meta
Remeta.
Elisa Lucinda
Ele murmura: deixemos o sonho para quando os corpos se perderem no excesso das imagens ou na sua imitação eles simulam o amor um olhar rápido pelo lugar abandonado pressente-se ainda a fuga dos corpos na aragem que limpa a casa a memória poderá reconstruir tudo a partir das imagens e do intenso cheiro a mato por agora nada mais é visível azul e mais azul e nenhuma mudança na paisagem nenhum vestígio as luzes apagaram-se o material foi guardado o lugar adormece por baixo do bolor imutável e no esquecimento os actores caminham para o fim do filme um gravador esquecido regista os passos que se afastam devagar não sabemos ao certo para onde.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

invento
no meu desejo
um jogo
sem limites

quinta-feira, 24 de julho de 2008

E por que haverias de querer... E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro.
E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo.
Obriga-me.
hilda hilst