sábado, 17 de novembro de 2007
(escondida no vazio)
Um dia estava aqui, onde estou neste preciso momento, em frente a qualquer coisa, ao lado de uma outra, atrás de muitas mais... e pensei escrever sobre mim, queria "ser em mim". Desde esse momento de puro delírio intelectual e não sei mais o quê sofri, chorei, ri exageradamente, pensei, ouvi, li pouco, olhei e vi, caminhei, recuei, delirei, desisti, desesperei, etecetera, etecetera. Este ser que vos anda a atormentar com palavras tem sido muitas coisas, até por vezes feliz. Esta tontinha tem vivido de saudades e de momentos, tem-se esquecido das pessoas, tem-se esquecido principalmente de ser, e do seu ser...
"...quem me dera um céu vazio
azul
isento de sentimento."
Abaixo o Além - Paulo Leminski
Pergunto-me : Quem Sou ?
Serei alguém preenchendo um vazio,cujo lugar qualquer um preencheria ?
Um elemento a mais na massa humana,alma perdida que a nada se ufana,lâmpada acesa ao sol do meio dia ?
Pergunto-me : Quem Sou ?
Serei a lua que a tempestade apagoue quando voltou a brilhar já se fazia dia ?Uma mulher, apenas uma simples mulher,que não se ilude como outra qualquer em ter uma carcaça bonita, mas vazia ?
Pergunto-me : Quem Sou ?
Serei alguém que de repente despertoucom os clarins da consciência ?Viu nos tabús da sociedade conflitante as grades da opressão revoltanteque ferem a mulher em sua descência ?
Pergunto-me : Quem Sou ?
Não sei quem sou...
Penso q o futuro deixa-se levar para algum lado, devagar, como um rio;
e desagua sempre nalguma foz?
desagua?
ou, seca e não há rio.
não sei o que o futuro me reserva, não sei que "rápidos" desço.
ninguém sabe com certeza… a idade permite-me ter o desaire por professor.A mim, a contrariedade verdadeiramente nova, continua a surpreender-me, foi talvez alguma variável da "função vida" que me escapou.
Tanto calculismo?!?
Tanta evitação...
Tanto tempo gasto com planos!
o plano é não ter planos. Sabe-se que as variáveis estão lá, alterando-se os seus valores a cada inspiração.
Isso é muita incerteza e mutação...
só as variáveis mudam;
a função em si, formalmente, é estática: absolutamente constante.
O seu valor é que muda consoante o valor dos tempos - variáveis.
no meu templo, não há lugar para tempos pequenos;
emenda a mão- com o quê? com conselhos calmos a quem desespera;
por exemplo?
um dia, perante a tristezas da tua neta Margarida, diz-lhe que efectivamente, numa data tão longínqua na noite da tua memoria, conheceste alguém que te amava e te deu exemplos de vida daquilo a que ainda hoje os filósofos e os idealistas chamam de "amores apaixonados".- verei se não me esqueço.
anota.
Nota.
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