terça-feira, 25 de setembro de 2007

Descoberta

Havia música, copos tilintando, o movimento do bar, um entra e sai de gente… Seu olhar envergonhado, sua mão indecisa dedilhava sobre a mesa querendo algo que esperava logo ali a poucos centímetros de você. Seu olho que fugia ao encontrar o meu e voltava envergonhado a me procurar. Eu nem ouvia mais a sua voz, investigava você, olhava sua boca, seu cabelo, a manga da camisa que terminava mostrando os pêlos dourados do seu braço, suas mãos grandes, pareciam rudes, agressivas e eu as imaginava me tocando, percorrendo minha pele, afoitas e invasivas. Você diz algo, eu não ouço e pergunto “como?”. Pagou a conta e quer ir embora, toca minha mão e me chama, eu a seguro, te olho entre os cílios e sorrio. Levantamos. No carro você me abre a porta, me segura gostoso pela cintura me ajudando a entrar, sinto seu cheiro forte que atiça meu tesão. Senta ao meu lado e saímos sem direção, a rua fervilha, Sade murmura dentro do carro e novamente olhos procuram, mãos e bocas parecem querer mais. Seu olhar verde e minha boca vermelha, sua mão branca e minha perna morena, seus braços fortes e minhas costas macias, a mistura se faz, o carro pára e o tempo também, curiosidade de tudo e uma fome igual. Sabor de jambo, seu gosto vai se insinuando devagar, pedindo calma e lenta exploração, você geme, roça o nariz entre meus seios e sussura baixinho “gostosa…”. Um fogo incontrolável nos toma, corpos que se esfregam e falam por si. Me tranço em suas pernas, vou lambendo seu tórax devagar, descendo mansinho e chegando lá… Ali onde minha língua macia e molhada encontra seu pau duro me querendo. Minha boca diz “gostoso!” emudecendo em seguida. http://literaticeseroticas.wordpress.com /

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